Todos precisamos de uma razão para sairmos da cama. Aulas,
trabalho, compromissos, há sempre algo que nos leva a colocarmos um pé no chão
do nosso quarto. Hoje tinha uma coisa
dessas. Tinha. Custa-me levantar, sabendo o que vou enfrentar. Sou o estático
num mundo dinâmico, o analógico num mundo digital: obsoleto, ultrapassado…
acabado. Em vez de ser deparado com um “porquê”,
debato-me com um “para quê”. Para quê levantar-me e passar por uma indiferença
rotineira?
Por vezes, há coisas que me fazem pensar o contrário. Tenho
de me levantar! Vou sair, vou-me alegrar, vão-me alegrar. Dou graças a quem são
devidas por todos esses momentos que me aquecem neste meu inverno pessoal, mas
acabam por ser uma faca de dois legumes (Ha. Ha. Ha.). Custa-me tanto saber que
depois de algo tão bom, tenho de voltar para o (que se tem tornado) habitual. E
esses momentos vão-se tornando mais escassos. E a solidão vai adquirindo
proporções gigantescas, maiores que eu, maiores que o mundo, muito mais do que
eu consigo suportar, mas mesmo assim tento. Coloco a afamada máscara de que
muitos falam e sigo caminho. Mas não sei se aguento mais, sinto as minhas
pernas trémulas, os meus braços cansados e a minha mente a ceder. A máscara
está a rachar-se e eu também..

vens ver Blur comigo, ponto final.
ResponderExcluirbtw, é no porto!
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