sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Hoy no me puedo levantar



Todos precisamos de uma razão para sairmos da cama. Aulas, trabalho, compromissos, há sempre algo que nos leva a colocarmos um pé no chão do nosso quarto.  Hoje tinha uma coisa dessas. Tinha. Custa-me levantar, sabendo o que vou enfrentar. Sou o estático num mundo dinâmico, o analógico num mundo digital: obsoleto, ultrapassado… acabado.  Em vez de ser deparado com um “porquê”, debato-me com um “para quê”. Para quê levantar-me e passar por uma indiferença rotineira?
Por vezes, há coisas que me fazem pensar o contrário. Tenho de me levantar! Vou sair, vou-me alegrar, vão-me alegrar. Dou graças a quem são devidas por todos esses momentos que me aquecem neste meu inverno pessoal, mas acabam por ser uma faca de dois legumes (Ha. Ha. Ha.). Custa-me tanto saber que depois de algo tão bom, tenho de voltar para o (que se tem tornado) habitual. E esses momentos vão-se tornando mais escassos. E a solidão vai adquirindo proporções gigantescas, maiores que eu, maiores que o mundo, muito mais do que eu consigo suportar, mas mesmo assim tento. Coloco a afamada máscara de que muitos falam e sigo caminho. Mas não sei se aguento mais, sinto as minhas pernas trémulas, os meus braços cansados e a minha mente a ceder. A máscara está a rachar-se e eu também..

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