quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Gotta get your groove on!

Como já sabem, sou, com muito orgulho, baixista, ou seja, toco o instrumento mais awesome do mundo. Logo, eu sou awesome. Mas não estou aqui para dizer o que toda a gente já sabe. Vou falar-vos das vantagens de ser baixista.

  • O baixo é tão awesome que quando a corda parte, leva tudo a frente.
  • Quando a corda parte, podes usá-la para fazer um colar com um dente de javali/tubarão/jaguar para mostrar o quão awesome/kickass/badass tu és.
  • Quando mostras as cordas parecidas, as pessoas olham para ti com uma mistura de horror e admiração que um guitarrista nunca irá conhecer.
  • Um pequeno toque no baixo faz qualquer mulher gritar de entusiasmo. Baixo é sexy.
  • Basta um slam no Mi ou no Si para calar a plateia toda.
  • Se der para domesticar um guitarrista de modo a tocar uníssono connosco, o som fica awesome. (Se não der, toda a gente fica a saber que o guitarrista está a tocar ou demasiado depressa ou demasiado devagar).
  • O baixo é o instrumento mais facil de afinar, com excepção do vibrafone, que não precisa de ser afinado.
  • Com os calos de baixista, podes tirar as travessas do forno ou do microondas sem usar luvas. Toda a gente fica a pensar que és estranho, mas no bom sentido.
  • Quando tiras o baixo do gig bag, a resposta é um sonoro "whoaaa...". Os guitarristas só conseguem isso com cores berrantes.
  • O baixista já impressiona só ao ficar quieto no fundo do palco. Se dá dois passos para a frente numa passagem musical, o público fica doido e esquece-se dos outros membros.
  • Os bateristas adoram-nos.
  • As vocalistas amam-nos.
  • Os guitarristas invejam-nos.
  • Os pianistas tentam substituir-nos, sem sucesso.
  • O som do baixo é sexy.
  • A aparência do baixo é sexy.
  • As mãos do baixista são firmes
  • O baixista é sexy. ( Logo, eu sou sexy)
Por fim, a melhor de todas...
  • Os baixistas têm o comando da banda nas suas mãos. Se o guitarrista ou o pianista se enganam ou desafinam, no máximo ouve-se aquele barulhinho dissonante e um pequeno riso da plateia, mas o espectáculo continua. Agora, se o baixista erra, jasus... Podemos ver a expressão na cara das pessoas a mudar, toda a gente a tapar os ouvidos para não ouvir o grave ensurdecedor. Os membros da banda ficam pior que estragados: o baterista tenta continuar o ritmo num compasso quase impossível de acompanhar, frenético; o pianista baixa o volume e faz de conta que toca; o vocalista das duas uma, ou gagueja ou fica estático e o guitarrista tenta improvisar e acaba por cair no ridículo (como sempre...). O baixista, pessoa bastante responsável, pega no groove, manda com o polegar na tónica e puxa a oitava com o indicador. Toda a gente delira e o baixista, como sempre, é o maior. E awesome. E sexy.

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